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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Noticias 02

Grécia fora do euro

Coréia do Norte ameaça sede do governo de Seul com “mar de fogo”

Navio de guerra sul-coreano patrulha águas próximas da ilha de Yeonpyeong, alvo de um incidente um ano atrás

A Coreia do Norte denunciou nesta quinta-feira as manobras militares executadas na véspera pelo Exército da Coreia do Sul, perto de uma ilha fronteiriça bombardeada por Pyongyang ano passado, e ameaçou o vizinho com “um mar de fogo capaz de engolir a residência presidencial em Seul”
O comando militar do regime comunista considerou que o exercício conjunto de quarta-feira nas proximidades da ilha de Yeonpyeong, na fronteira marítima entre as duas Coreias, foi um novo desafio. “Os militares de guerra devem recordar a lição do mar de fogo na ilha de Yeonpyeong”, afirma um comunicado citado pela agência de notícias oficial da Coreia do Norte.
Em 23 de novembro de 2010, as forças norte-coreanas dispararam 170 projéteis ou foguetes contra Yeonpyeong, cenário de confrontos violentos no passado entre os dois países. O ataque, o primeiro contra uma zona habitada por civis desde a Guerra da Coreia (1950-53), matou quatro pessoas, dois soldados e dois civis, e destruiu vários imóveis.
Pyongyang alegou que o ataque foi uma resposta aos exercícios de artilharia sul-coreanos executados um pouco antes na área em disputa, durante os quais alguns disparos atingiram o espaço marítimo da Coreia do Norte.
“Se (a Coreia do Sul) se atrever a violar outra vez nossa honra e se o nosso mar, nosso espaço e nossa terra forem violados por apenas uma bala ou projétil, o mar de fogo de Yeonpyeong aumentará e engolirá a ‘Casa Azul’”, adverte o comunicado militar, em referência à residência oficial do presidente sul-coreano.
Criticado por sua passividade ante o ataque da Coreia do Norte em 2010, o Exército sul-coreano advertiu que responderá de forma contundente a qualquer agressão.

China anuncia manobras navais após aumento de tensão com EUA

O Ministério da Defesa da China anunciou nesta quinta-feira a realização de exercícios militares navais em águas do Oceano Pacífico nos próximos dias, após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgar no último dia 16 o aumento da presença militar americana na Austrália, o que irritou as autoridades de Pequim.
Em um breve comunicado, o ministério chinês esclareceu que os exercícios anunciados serão manobras de rotina, “não dirigidas contra nenhum país ou alvo em particular”, mas os analistas destacam a coincidência temporal dessas ações com as crescentes tensões da China com os Estados Unidos.
O Ministério da Defesa chinês não especificou o local exato das manobras, nem quantos navios participarão. A emissora de televisão japonesa NHK  informou que seis navios da Marinha chinesa, entre eles um destróier antimísseis, foram detectados perto das ilhas de Okinawa, em direção ao Pacífico.
“Pequim está muito descontente por ver os EUA envolvidos nas disputas territoriais no Mar da China Meridional, desafiando nossa soberania territorial em aliança com o Vietnã e Filipinas”, comentou ao jornal South China Morning Post o analista chinês em assuntos militares Ni Lexiong, após o anúncio das manobras.
Na semana passada, Obama realizou uma longa viagem pelo Pacífico, que incluiu sua participação em duas cúpulas – a da Apec, no Havaí, e a da Ásia Oriental, em Bali -, onde aproveitou para dizer que as missões americanas seriam uma prioridade na política de defesa do Pentágono (Departamento de Defesa americano).
Na Austrália, uma das escalas da viagem, Obama anunciou que 2,5 mil marines (fuzileiros navais) americanos seriam destacados ao norte do país para ampliar a presença estratégica dos EUA no Pacífico ocidental. O anúncio motivou críticas da China, que classificou a medida como inoportuna, num momento em que, segundo Pequim, todos os países devem trabalhar juntos para sair da crise econômica.
O Mar da China Meridional, principal foco de tensões na região, abriga as ilhas Spratly e Paracel, reivindicadas pela China e outros países da área, junto ao que se acredita ser uma das maiores reservas mundiais de petróleo, ainda não exploradas.
Filipinas e Vietnã, outros dois países que reivindicam parte desses arquipélagos, acusaram a China neste ano de aumentar as hostilidades na região.
A China acusa os EUA de manterem uma “mentalidade da Guerra Fria” e pede às partes em conflito no Mar da China Meridional que negociem diretamente com Pequim, sem internacionalizar a questão, o que não impediu que o assunto fosse levado por Obama à mesa multilateral de Bali na semana passada, na Cúpula da Ásia Oriental.
O ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, se reuniu nesta quarta-feira com a subsecretária de Estado americana, Wendy Sherman, a quem pediu que os dois países “devolvam as relações bilaterais ao caminho correto”. “China e EUA devem respeitar mutuamente seus respectivos interesses e lidar adequadamente com assuntos sensíveis”, destacou.

Crise de dívida chega à Alemanha

Tesouro alemão conseguiu colocar apenas 60% das obrigações do Tesouro a 10 anos que pretendia num leilão realizado esta manhã.
Já não são só os países periféricos a revelar dificuldades em emitir dívida no mercado obrigacionista. A crise da dívida soberana da zona euro parece ter hoje batido à porta da Alemanha
De acordo com dados da Reuters, a Alemanha conseguiu apenas colocar hoje de manhã apenas 3,64 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro a 10 anos (‘bunds’), quando pretendia arrecadar 6 mil milhões com esta operação.
O leilão de dívida alemã ficou longe de ser um sucesso, desde logo por a procura ter apenas superado a 
oferta em 1,1 vezes. Contudo, como o total de ofertas por parte dos investidores coberto por Berlim contabilizou apenas 3,89 mil milhões de euros, a procura “real” do leilão face ao montante inicialmente previsto (6 mil milhões) foi de apenas 0,648 vezes.
Por esta emissão, o Tesouro alemão pagará, em média, 1,98% por ano até 2022. Ligeiramente abaixo dos 2,09% pagos a 19 de Outubro numa emissão semelhante, e que resultou na emissão de 4,55 mil milhões de euros. Recorde-se também que, nesse leilão, o Tesouro alemão pretendia colocar no mercado 16 mil milhões de euros.
A ‘yield’ das várias obrigações do Tesouro alemão a negociar no mercado não regulamentado ‘over the counter’ (OTC) estão hoje a registar uma subida generalizada. O mesmo sucede com as ‘yields’ das obrigações soberanas da maioria dos países da zona euro.
Também a reagir ao resultado deste leilão está hoje a negociar o euro, que já contabiliza uma desvalorização face ao dólar de 0,94%, com a moeda única a negociar no mercado abaixo da barreira dos 1,34 dólares.

Grécia já está afetando a qualidade de crédito da Alemanha

O membro do conselho executivo do BCE, González-Parámo, avisa que as ondas de choque da crise grega não estão a poupar as maiores economias do euro.
A situação na Grécia já é vista pelo BCE como um risco sistémico e Frankfurt avisa que nem a Alemanha está a escapar incólume à situação. O membro do conselho executivo do banco central, González-Páramo, referiu hoje em Londres que desde Julho, “o contágio da Grécia tornou-se uma fonte de risco sistémico para vários países da zona euro”.
A consequência mais imediata foi que “as ondas de choque da crise soberana da Grécia explicam a deterioração acentuada na percepção da qualidade de crédito dos outros países sob programas da UE/FMI”, como é o caso de Portugal
Mas, nos últimos tempos, as maiores economias europeias, entre as quais a alemã, também estão a demonstrar sinais de vulnerabilidade. González-Páramo refere que o contágio grego também se verificou “a alguns dos maiores países do euro, como a Itália e mesmo a Alemanha”.
Além disse, o responsável alerta que o contágio vindo da Grécia “é persistente e, desta maneira, provavelmente só se dissipará de forma lenta e na presença de desenvolvimentos favoráveis”.

Colapso da Itália será o fim do euro, dizem Merkel e Sarkozy


Sarkozy e Merkel disseram ontem ao primeiro-ministro italiano que “o colapso” de Itália levará ao fim do euro, indicou hoje o governo italiano.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmaram “o seu apoio à Itália afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis”, de acordo com um comunicado do governo italiano publicado após um conselho de ministros.
Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes em Estrasburgo (França), Merkel e Sarkozy manifestaram a sua confiança em Monti e no empenho de Itália “no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro”, acrescentou o governo italiano.
Monti confirmou o objectivo de Itália de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e assegurou que Roma vai aprovar rapidamente medidas destinadas a relançar o crescimento.
As taxas de juro para a Itália continuaram hoje a atingir recordes, um dia depois da reunião de Monti com Merkel e Sarkozy.

 




Uma poderosa ejeção de massa coronal ocorrida no último sábado deve atingir a Terra nesta segunda-feira, provocando auroras boreais e possíveis blecautes de radiopropagação e distúrbios em redes elétricas localizadas em latitudes elevadas.
A ejeção de partículas teve origem na região da mancha solar 1353 e de acordo com Laboratório de Clima Espacial do Goddard Space Center, da Nasa, deverá se chocar com a Terra às 15h21 pelo horário de Brasília desta segunda-feira, com erro médio estimado de 7 horas.
Devido à espessura da esteira de partículas, o bombardeio eletromagnético se prolongará por cerca de 24 horas, com efeitos mais acentuados nas localidades situadas a partir da latitude 30 graus norte. Os maiores efeitos, no entanto, ocorrerão acima do paralelo 45, onde os habitantes testemunharão auroras boreais e desvios magnéticos superiores a 2 graus.
Dados computados pelo Centro de Previsão de Clima Espacial da NOAA, SWPC, o fluxo de partículas está se deslocando pelo espaço a 3.5 milhões de km/h.
Apesar do intenso bombardeio por que passará a Terra, não existem riscos para pessoas ou animais. O efeito maior será causado nas altas camadas da atmosfera, especialmente a ionosfera, causando distúrbios capazes de bloquear transmissões de rádio em baixa frequência. Não estão descartadas possibilidades de desvios significativos em bússolas nas latitudes equatoriais, assim como pequenos erros de geolocalização por GPS.
As aeronaves em voo não deverão sentir qualquer impacto devido à chegada das partículas oriundas do Sol, mas embarcações que utilizam localização magnética deverão se manter informados através de boletins sobre possíveis correções nos sistemas de orientação.
http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Forte_explosao_solar_deve_atingir_a_Terra_nesta_segunda-feira&posic=dat_20111127-112558.inc

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